The Spectrum

Metodologia · instrumento v2

Como o resultado é calculado

Por que três eixos

A política brasileira não cabe numa linha de esquerda a direita. Boa parte do eleitorado combina posições que uma régua única obrigaria a somar e cancelar: menos Estado na economia e mais Estado na segurança, ou programas sociais com valores conservadores. O The Spectrum separa três dimensões que, na pesquisa em ciência política sobre o Brasil, aparecem de forma consistente como independentes entre si.

O eixo de globalismo e nacionalismo, comum em testes feitos para os Estados Unidos e a Europa, foi deixado de fora por ter baixa relevância na disputa brasileira. Em seu lugar entra o eixo de instituições e segurança, que hoje separa perfis que os outros dois eixos não distinguem.

As afirmações

São 24 afirmações, 8 por eixo, respondidas numa escala de 1 (discordo totalmente) a 7 (concordo totalmente). Cada afirmação trata de um único tema e usa exemplos brasileiros concretos. Em cada eixo, metade das afirmações é formulada em uma direção e metade na direção oposta. Isso neutraliza a tendência de concordar com tudo: quem marca “concordo” em todas as afirmações termina exatamente no centro dos três eixos.

O cálculo

Cada resposta é convertida para um valor entre −1 e +1 (o 4, neutro, vale 0) e multiplicada pela direção da afirmação. A média das oito afirmações de um eixo, multiplicada por 100, é o seu escore naquele eixo, de −100 a +100. Escores entre −20 e +20 são tratados como centro; o rótulo do perfil combina o lado de cada eixo em nomes descritivos, sem “extrema” nem “radical”.

A comparação com outros participantes (“mais para o lado X que N% das pessoas”) usa a distribuição real de quem já respondeu, e só aparece quando há pelo menos 30 respostas.

Limites

Este é um instrumento de autoconhecimento, não uma pesquisa eleitoral nem um diagnóstico. A amostra de quem responde não é representativa da população brasileira. As afirmações estão em fase de calibração: à medida que as respostas se acumulam, itens que não discriminam bem serão revisados, e a versão do instrumento ficará registrada em cada resultado para que comparações no tempo continuem válidas.

Proximidade com candidaturas — como calculamos

Para quem libera o relatório completo, mostramos a proximidade entre as suas posições e as de cada chapa à Presidência nos mesmos três eixos. Cada chapa recebeu um escore de −100 a +100 por eixo, estimado a partir do programa de governo registrado no TSE (via cobertura da imprensa) e de declarações públicas em sabatinas e entrevistas de 2026. A proximidade é a distância entre o seu ponto e o da chapa no espaço dos três eixos, convertida para 0–100. Não é previsão de voto nem recomendação: é uma régua para você conferir com os programas. Todas as chapas foram tratadas com o mesmo método; a confiança indica quanta evidência direta encontramos para cada uma.

ChapaEcon.Cost.Inst.ConfiançaFontes
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)-60-40-55alta[1][2][3]
Flávio Bolsonaro (PL)+55+70+85alta[1][2]
Romeu Zema (Novo)+95+50+75alta[1][2]
Ronaldo Caiado (PSD)+45+60+75média[1][2]
Renan Santos (Missão)+80+55+90alta[1][2]
Augusto Cury (Avante)+40+35+45média[1][2]
Samara Martins (UP)-95-90-90alta[1][2]
Hertz Dias (PSTU)-95-90-90alta[1][2]
Edmilson Costa (PCB)-100-90-85alta[1]
Rui Costa Pimenta (PCO)-100-50-40baixa[1][2]
Clariana Barão (DC)+55+75+50média[1][2]
Wilson Grassi (Democrata)+50+40+70baixa[1][2]
Leonardo Avalanche (PRTB)registro pendente no TSE+60+70+70baixa[1][2]

Posições revisadas em 24/09/2026. Os programas de 2026 raramente tratam de aborto e drogas; onde não houve evidência direta, a estimativa segue o partido e a trajetória pública, e a confiança é marcada como baixa. Encontrou um erro? Escreva para o contato na página de privacidade.

O relatório completo

O relatório da segunda camada é redigido por um modelo de linguagem a partir das suas 24 respostas, com instruções para não julgar, não inventar fatos, não recomendar voto e sugerir apenas leituras de uma lista revisada por pessoas. Ele complementa os números; não os substitui.